Indústria cria vidros cada vez mais inteligentes
03/05/2018

Alguns filmes de ficção científica do passado traziam tecnologias que pareciam na época surreais e que hoje são realidade, graças ao grande avanço das pesquisas e desenvolvimentos. Muitas destas tecnologias estão ligadas à utilização do vidro, agregando valor ao material, que cada vez mais ganha funcionalidades. Um exemplo disso é um vídeo, divulgado há cerca de sete anos pela Corning, que apresentava um dia com muitas comodidades trazidas através do vidro, as quais muitas nem existiam quando o comercial foi produzido.  
 
Na parte da manhã, logo que você levanta, as principais notícias são exibidas nos espelhos do banheiro ou em vidros da cozinha. As imagens são controladas por touch ou comandos de voz, e em superfícies como geladeiras, divisórias e painel do carro, revestidos com vidros, é possível ler as notícias, navegar pela internet, assistir à TV, entre muitas outras atividades. Este é um dia de vidro do futuro descrito pela Corning. Hoje todas aquelas tecnologias que eram uma suposição são realidade. São os vidros inteligentes. 
 
Além de navegar pelo vidro como em uma tela de computador, a tecnologia permite controlar a transparência e opacidade com apenas um toque, podendo ser uma alternativa para cortinas e persianas em hospitais, por exemplo, proporcionando mais assepcia e praticidade na manutenção, ou ser aplicado para controle de privacidade em diversos tipos de projetos. 
 
O vidro hoje também pode ser autolimpante, proteger o ambiente de bactérias e radiações, pode controlar a luminosidade, temperatura e som, enfim, pode ter muitas funções, nunca antes imaginadas. O vidro do futuro também será cada vez menos espesso, mais leve e resistente. 
 
“A cada ciclo de cinco anos o salto neste mercado é muito significativo A aplicação do vidro será ampla, pois sua planicidade e hidrofobia o torna asséptico e, cada vez mais, um produto renovável, reciclável e que não agride o meio ambiente. Os vidros autolimpantes e os de baixo emissivos seletivos são exemplos atuais de tecnologia avançada, pois estão nas fachadas, nas vitrines, nas geladeiras. É um produto só e multi aplicável”, define Claudio Passi, diretor da Conlumi. 
 
O futuro chegou? 
 
Assim como há sete anos não existiam tais tecnologias acessíveis hoje, o que é somente um desejo atualmente pode se tornar em poucos anos realidade. As empresas investem milhões no desenvolvimento de novas funcionalidades associadas ao vidro e podemos imaginar que quase tudo, ou tudo, será possível com o tempo. 
 
A Corning, por exemplo, em seu centro de pesquisa dos Estados Unidos investe 90 milhões de dólares por mês em pesquisas de novas tecnologias.  Uma de suas mais recentes novidades é o vidro flexível, extremamente fino, da espessura de uma folha sulfite, que pode ser enrolado e mais resistente que o vidro float. Para o diretor da empresa, Anis Fadul, tudo é possível e a indústria desenvolvedora de tecnologias avança a passos largos.  
 
“O futuro sempre irá nos estimular a buscar coisas novas e melhores. Se olharmos para 40 anos atrás podemos dizer que estamos além do futuro imaginado àquela época”, ressalta Gabriel Zanatta, coordenador de marketing da Saint Gobain Glass.
 
Novas tecnologias
 
Apesar das inúmeras funcionalidades dos vidros disponibilizados atualmente no mercado, algumas das necessidades da indústria da construção em relação ao vidro ainda não são possíveis. Um exemplo, de acordo com Rebecca Andrade, especificadora técnica da PKO do Brasil, seria um vidro que pudesse unir duas tecnologias: o controle solar com painéis fotovoltaicos. Hoje ainda é difícil ter este produto, que além de proteger o ambiente dos raios solares, transformaria essa energia, economizando recursos, mas em breve essa alternativa pode ser disponibilizada. 
 
 
Com o desenvolvimento e disseminação destes vidros de alto valor agregado, a expectativa é que o custo diminua, assim, quanto mais foram aplicados, mais acessíveis se tornarão estes vidros. “A tendência é baratear. Quanto maior o uso mais acessível fica. Aqui não temos obrigatoriedade e uso mais disseminado como nos Estados Unidos, onde o governo incentiva a economia de energia, fazendo com que a busca por soluções que economizem recursos seja maior”, analisa Rebecca. 
 
Para Zanatta, sempre haverão soluções mais sofisticadas e para nichos específicos, e devido ao seu baixo volume terão custos mais altos. Contudo, podemos afirmar que o vidro hoje é mais acessível do que foi ontem, e, consequentemente, será mais acessível amanhã do que é hoje.

Leia a matéria na íntegra aqui.

 

Fonte: Revista Vidro Impresso

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